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Nova classe média descobre a compra virtual. Chance para pequena empresa

-- Roberta Cardoso, Estadão PME --

Pequenos e médios negócios precisam aproveitar o momento para entrar de vez no comércio eletrônico

 

 Lawrence Bodnar/AE O aumento de renda da população das classes C e D, observado nos últimos anos no País, provoca atualmente uma nova onda de consumo, desta vez, pela internet. E os pequenos e médios empresários têm tudo para aproveitar o momento para aprimorar – e até mesmo desenvolver – suas plataformas de vendas online. O resultado será um só: ampliação das vendas e, como consequência, do faturamento do seu empreendimento.

Os números são animadores. Hoje, oito em cada dez internautas brasileiros pertencem ao que se convencionou chamar de ‘nova classe média’. Trata-se de uma fatia da população que, segundo dados do instituto de pesquisas Data Popular, movimenta R$ 378 bilhões em salários anualmente e que compra pela web tudo aquilo que até então não podia.

“Antes os consumidores dessas classes não tinham cartão de crédito e computador, que permitem a compra online. Hoje esses itens estão mais acessíveis, o que permitiu a entrada massiva desses clientes em potencial”, contextualiza Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.

Dos estreantes no comércio eletrônico neste ano, 61% deles têm renda familiar de até R$ 3 mil e gastam em média R$ 320 em compras online, conforme informações da empresa e-bit, especializada em comércio virtual.

A adoção de novas tecnologias para compras remotas também é expressiva. Pesquisa realizada recentemente pela IBM constatou que 68% dos brasileiros buscam atualmente novos meios para comprar sem sair de casa.
“Os brasileiros são abertos à novas tecnologias. Chega a ser um perfil peculiar. Se ele não sabe exatamente como executar uma compra, pergunta”, analisa Alejandro Padron, consultor da IBM para o segmento de varejo. “Há uma facilidade muito grande de inserir-se digitalmente e isso reflete em oportunidades para o comércio varejista”, conclui o especialista.

Planejamento

Mas atender a nova classe média não é tarefa fácil. O empreendedor precisa, primeiro, entender quais as características peculiares desses clientes. “É importante articular condições mais elásticas de pagamento. Esses consumidores têm cartão de crédito para comprar, mas o limite de crédito ainda é baixo, o que faz eles gastarem com itens mais baratos”, alerta Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da e-bit.

E se existem características próprias, há também traços comuns a todos os consumidores virtuais, não importando a classe econômica. Segundo Robson Tavarone, sócio do site de compras coletivas Ótima Oferta e da Agência Vibe, especializada em estratégias para e-commerce, as empresas erram ao tentar conquistar os clientes populares apenas pelo preço.

“Apostar em apenas um diferencial não vai garantir a fidelização do consumidor. É necessário dar todas as informações sobre o que está sendo vendido, garantir a entrega no prazo e ter um site com boa navegabilidade. Nestes requisitos não há distinção de classes. Todos querem e exigem um bom atendimento”, explica Tavarone.

Desafio

Estrear um canal de vendas pela web, no entanto, é desafiador para qualquer empresa. Embora existam consultorias especializadas que se encarregam de praticamente todas as etapas operacionais, a forma como o empreendedor encara a adesão ao e-commerce é decisiva para o sucesso da empreitada.

De acordo com Flávio Antônio da Costa Filho, diretor da Buy2Joy, agência especializada em soluções de internet, os empresários reconhecem a importância de criar um site de vendas, mas também são muito desconfiados em relação a essa plataforma. “Geralmente, aqueles que possuem uma loja física acham que a forma de gerir o canal é a mesma, o que não é verdade. Cerca de 60% deles investe na construção do canal e esquece da manutenção. Isso prejudica a imagem da marca e provoca frustração quando os resultados não são alcançados”, explica.

Bruno Oliveira sabe disso e não descuida do movimento – físico e virtual – do Magazine 25 de Março, empreendimento do qual é sócio. A loja de artigos para festas começou na internet, em 2006, e hoje ganhou às ruas da cidade de São Paulo.

“É fundamental pensar para quem você está vendendo na internet. O alcance da loja virtual é muito maior do que o da física. Você tem de estar preparado para atender tanto uma pessoa que está próxima quanto outra que está localizada em outra parte do Brasil. E isso durante 24 horas. Qualquer descuido na logística de entrega, por exemplo, vai refletir na imagem marca”, pondera o empresário.

Impulso

Outro desafio dos pequenos empreendedores que seguem o caminho virtual será estabelecer, desde o principio do negócio, uma estratégia para reter esses novos consumidores. “A compra na internet ainda é feita por impulso. Pensar em como manter as pessoas comprando ativamente é mais difícil, mas garante estabilidade”, diz Tavarone, do site Ótima Oferta.

A possibilidade de fisgar esses clientes já foi percebida pelo mercado. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), por exemplo, montou um pacote de serviços que auxilia pequenas e microempresas, associadas à instituição, durante o processo de construção do site de vendas. “Mais de 95% das empresas consideram importante vender seus produtos em outros canais. Dispensar esse mercado não é uma atitude esperta”, diz Othavio Parisi, superintendente


 Saiba o que é preciso para ter sucesso no comércio virtual

Admistração deve ser única
- A maior parte das pequenas e microempresas reconhece a importância do comércio virtual, mas ainda desconfia do potencial do setor. Ter clareza de que uma loja virtual é diferente da física ajuda na gestão do negócio e evita erros.

Montar um site custa R$ 6 mil - O investimento inicial para montar uma loja virtual gira em torno de R$ 3 a R$ 6 mil. Existem, no entanto, as redes sociais, como por exemplo o Facebook, que permitem que o e-commerce seja feito sem dificuldade pelo empreendedor interessado.

Ofereça muita informação - O consumidor deve receber o máximo de informações sobre a compra na internet. É preciso esclarecer, por exemplo, a respeito da política de trocas e entregas. Isso confere transparência à relação comercial e ajuda a fidelizar os clientes.

Estratégia para atrair clientes - Depois de entrar no comércio eletrônico, é preciso ganhar visibilidade e conquistar clientes. Contar com a ajuda de especialistas torna essa tarefa menos árdua e com cerca de R$ 2 mil é possível contratar ações de marketing online.

 

Inove na sua empresa

Inovar para crescer

Inovar para crescer
A inovação está diretamente relacionada à sociedade e economia. Há uma forte relação entre investimento em inovação e crescimento de receitas.

Empresas que inovam conseguem crescer mais e a MPEs têm um ambiente muito favorável para a geração e introdução de inovações, uma vez que não têm regras rígidas, possuem pouca hierarquia, são flexíveis e mais propensas às mudanças.

Você vai conhecer nesta página informações importantes para inovar na sua empresa.
 
Turismo para todos
Inovação se aprende na sala de aula
Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

Para ensinar e incentivar o processo e a gestão da inovação no Brasil, algumas instituições hoje oferecem cursos especialmente focados em inovação. Mudar o jeito de pensar, perceber e identificar novas oportunidades de negócios e tendências de mercado são alguns dos ensinamentos visados nestes cursos.
 
Conheça o Sistema de Avaliação de Impacto de Inovações Tecnológicas
Fonte: Site Embrapa

A Embrapa disponibiliza um programa desenvolvido para auxiliar a "Avaliação de Impacto de Inovações Tecnológicas" que funciona como um norteador para uma avaliação instruída e embasada. O software permite a análise da abrangência da inovação a partir da geração do índice de significância e da avaliação do desempenho da inovação pela análise dos indicadores de desempenho que irão compor o índice de magnitude.
 
Inovação: conheça os principais mitos e verdades
Fonte: Rede de Inovação

O que será mito ou verdade quando nos referimos à inovação? São muitas as dúvidas que podem estar limitando as possibilidades de um empreendedor inovar em um negócio. Por isso, confira aqui a análise dos principais mitos e verdades em inovação nas áreas de Fomentos e incentivos à inovação, Espaços inovativos e cultura da inovação e Inovação em negócios.
 
Conheça o grau de maturidade de inovação da sua empresa
Fonte: Site Rede de Inovação

A Rede de Inovação disponibilizou um questionário online que permite identificar o grau de maturidade de inovação de uma empresa a partir de oito indicadores estratégicos. São necessários apenas dez minutos para obter a resposta que segue com um conjunto de recomendações estratégicas. Faça agora mesmo o Autodiagnostico de Inovação.
 
 
 
 
Globalização impõe às empresas investimentos em inovação
Para avaliar o desempenho em relação à concorrência, há indicadores que consideram os recursos humanos empregados, os investimentos e as práticas de gestão
Os indicadores de resultados demonstram os ganhos obtidos pela empresa a partir do esforço, da gestão do processo e do uso de práticas de estímulos. Eles estão correlacionados com percentuais de ganho em uma determinada abordagem.
 
 
 
 
 
 
A inovação no ambiente das pequenas empresas
Estudos mostram que as empresas consideradas inovadoras crescem 20% mais do que as concorrentes
A expressiva concorrência no âmbito das pequenas empresas deve servir de estímulo à criação e lançamento de novidades. Nesse ambiente competitivo, as empresas podem ter na inovação um dos seus alicerces para o sucesso. Compete ao empresário aproveitar as oportunidades e fazer da gestão da inovação uma parte integrante da cultura da empresa em busca da competitividade.
 
 
 
Relatório de Competitividade Global 2011 – 2012
Fonte: Movimento Brasil Competitivo

Pelo sétimo ano consecutivo, a organização não governamental Movimento Brasil Competitivo coleta informações sobre o potencial do ambiente econômico e de negócios do Brasil. O trabalho é realizado nacionalmente e mede a competitividade de mais de 130 nações.

O material levantado subsidia a construção de indicadores de crescimento, do ambiente de negócios e da competitividade dos países participantes.
 

Mapa das Micro e Pequenas Empresas potenciais inovadoras

O Sebrae, em parceria com a Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro, mapeou as MPEs potenciais inovadoras no Território nacional, através de uma varredura em vários bancos de dados do IBGE, MDIC. ANPROTEC e MCT.

O estudo se baseou na estimativa de empresas com patente, contrato de transferência de tecnologia, incubadoras, comP&D formalizado e não formalizado, aquisitora de máquinas e equipamentos, com despesas de royalties etc. Foram pesquisadas mais de 1 milhão de MPEs, que foram relacionadas aos indicadores e destacadas por região geogrática e setor econômico.

 

Veja o mapa

 
Startups verdes surgem como novo mercado
Fonte: Portal HSM

Não só nos mercados ligados ao meio ambiente que estão surgindo, a todo o momento, novas startups verdes. Relacionadas a serviços ambientais, elas formam um nicho muito promissor, onde podem ser exploradas soluções para aproveitamentos de resíduos, energias renováveis ou melhor aproveitamento da água. Conheça mais sobre esse mercado em ascensão.
 
O Vale do Silício é aqui
Fonte: Revista Pequenas empresas Grandes Negócios

Empreendedores e investidores do maior berço de startups tecnológicas do mundo estão de olho nas empresas brasileiras. A vinda ao Brasil de grandes nomes para um evento de tecnologia e a chegada ao país do Geeks on a Plane, programa de intercâmbio de negócios, mostra que o Brasil entrou no radar dos investidores internacionais.
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