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Comunicação é item importante entre equipes do restaurante

Autor: Instituto de Hospitalidade
Uma boa comunicação é condição importante para o estabelecimento oferecer um serviço de qualidade e satisfazer o cliente

Para que uma equipe obtenha sucesso no cumprimento de suas responsabilidades, é necessário saber como está montada a equipe de trabalho, quantas pessoas fazem parte, quantos setores abrange e como anda a comunicação entre os profissionais.

Analise os instrumentos que dispõem para a comunicação entre os setores e as regras estabelecidas para esta tarefa. Se achar necessário, converse com seus colegas e proponha mudanças. Faça um relatório com suas observações e encaminhe ao seu supervisor.

Comandas

Se você perceber, existe uma comunicação frequente entre os clientes, a cozinha, o bar e o caixa. É o garçom quem faz esta intermediação.

Para registrar o pedido feito pelo cliente e passar esta informação para a cozinha, o bar e o caixa, o garçom utiliza uma comanda, que pode ser de dois tipos: manual ou eletrônica.

Comanda manual

Ouça atentamente o pedido. Escreva a data e hora do pedido, o número da mesa e o número de clientes da mesa. Anote os pedidos seguindo a ordem: entrada e prato principal. Escreva a quantidade solicitada de cada prato (no pedido de alimento). Identifique os clientes por números. Escreva o número do garçom e assine a comanda. Repita o pedido para a confirmação do cliente. Encaminhe a comanda para o bar ou cozinha.

Comanda eletrônica

O pedido é feito em pequeno aparelho eletrônico onde estão registrados todos os itens do cardápio. Cada garçom tem seu próprio aparelho ou são instalados terminais em alguns pontos estratégicos do restaurante para o uso de todos. Quando o cliente faz o pedido, o garçom digita o número correspondente. Os dados são automaticamente enviados aos terminais que ficam na cozinha, no bar e no caixa. Assim como na comanda manual, ouça atentamente o pedido do cliente, repita para a confirmação e registre o pedido.

Dicas

Mantenha-se informado sobre os produtos e serviços do estabelecimento e saiba descrever todos os pratos.

Identifique o tipo de cliente que está sendo atendido para adequar os serviços prestados. Tente entender a característica de cada um deles. Ex: Um executivo normalmente quer serviço eficiente e rápido, já um cliente em férias, quer conversar mais, saber informações sobre o local, se preocupa com a eficiência, mas nem tanto com o tempo.

Apresente todas as variedades de serviço e produtos ao cliente.

Deixe o cliente à vontade para escolher, mas esteja atento para perceber se ele está indeciso em relação a algum item.

Prepare-se para fazer sugestões quando solicitado, mas evite impor sua sugestão.

Seja sempre gentil e educado e fale somente o necessário.

Evite ouvir conversas de clientes e nunca comente sobre os assuntos que ouviu.

Lembre-se, seu maior objetivo é a satisfação do cliente, pois cliente satisfeito sempre volta e faz propaganda positiva do estabelecimento.

Práticas éticas para bares e restaurantes

 Autor: Martha Mendes
 
Cartilha simplifica linguagem do Código de Conduta das Empresas de Alimentação Fora do Lar
A Cartilha sobre o Código de Conduta foi concebida para ser um instrumento efetivo de transformação social e empresarial.  Com uma linguagem simplificada e com várias ilustrações, a publicação traz recomendações sobre práticas éticas de conduta na gestão e operação dos bares e restaurante  nas suas relações com seus diferentes públicos, clientes, colaboradores, fornecedores, concorrentes, organizações não-governamentais, entidades ambientais e sociedade em geral.

O livreto abrange ainda os campos mais vulneráveis e importantes para o segmento, dentre os quais se destacam a implantação de Boas Práticas para fabricação e manipulação dos alimentos e o combate à exploração sexual infanto-juvenil.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) criou o Sistema de Ética do Setor de Alimentação Fora do Lar, apoiada pelo Ministério do Turismo e Sebrae,  no dia 03 de agosto de 2006, durante o seu XVIII Congresso Nacional. O documento foi produzido por meio das ações do Programa Qualidade na Mesa (PQNM), passou por consulta pública para receber as contribuições da sociedade e foi concluído pelo Comitê de Ética, que tem a finalidade de incentivar a correta aplicação dos princípios do Código.

Qualquer pessoa, seja do setor ou não, pode acionar esse serviço. Dúvidas ou queixas quanto à conduta dos estabelecimentos que ostentam o selo de adesão podem ser encaminhadas para a Comissão de Ética da Abrasel Nacional ou a da seccional do seu Estado.

Acesse a Cartilha do Código de Conduta das Empresas de Alimentação Fora do Lar
 

 

Os gastos típicos de um restaurante

Autor: SEBRAE NACIONAL
 
Fonte: Custos e formação de preço de venda para restaurantes
 
Divididos em cinco principais grupos: investimentos, custos, despesas, perdas e desperdícios.

Os gastos podem ser definidos como:

Investimentos

São gastos que irão beneficiar a empresa em períodos futuros. Um restaurante compra algum bem material em troca de, no futuro, obter ganhos financeiros com ele.

Por exemplo:

- Aquisição de equipamentos para cozinha que acelerem o processo de fabricação do alimento;
- Adoção de uma nova de tecnologia;
- Utilização de mídia para divulgação do empreendimento, entre outros.


Custos

São gastos feitos no processo de fabricação de bens ou de prestação de serviços. No caso dos restaurantes, os custos estão concentrados no setor de cozinha e almoxarifado. Por exemplo: compras de matéria prima, pagamentos de funcionários, gás, entre outros.

Despesas

São os gastos não relacionados à produção, ou seja, que não se referem diretamente à questão produtiva da empresa. Exemplo: material de limpeza para escritórios e banheiros, entre outros.

Perdas

São gastos ocorridos em situações excepcionais que fogem da normalidade das operações da empresa. Exemplo: substituição de mesas e cadeiras, cancelamentos de eventos,  entre outros.

Desperdícios


São considerados desperdícios todos os custos e despesas que não agregam valor e que resultam em gastos de tempo e dinheiro, além de adicionarem custos desnecessários ao produto.

Exemplos:

- Fogão da cozinha acesso todo o tempo;
- Utilização de água e energia de forma exagerada;
- Excesso de comida na elaboração dos pratos.

Como selecionar e capacitar funcionários de um restaurante

Autor: Instituto de Hospitalidade
 
Fonte: Guia do Maitre
 
Na entrevista de seleção, deve-se observar a experiência, as referências, a formação, disposição física e vontade de aprender de cada candidato

 Selecionar os candidatos não é uma tarefa fácil, principalmente, porque os seus resultados dependerão do desempenho das pessoas que você escolher.

Durante a entrevista informe ao candidato as condições de trabalho para que ele possa se preparar para a sua nova rotina. É importante que ele saiba também o salário que vai receber, a jornada e os turnos de trabalho, o horário de descanso e o local de refeição, a política em relação às gorjetas; a forma de avaliação de desempenho e a proibição de consumo de bebida alcoólica durante a jornada de trabalho.

Depois da contratação, inicia-se a fase de capacitação. Mesmo que eles tenham experiência prévia na função que exercerão, é importante que sejam apresentados à política de qualidade da empresa e aos procedimentos que terão que seguir.

Lembre-se: para você passar as informações, será necessário que tenha conhecimento profundo de tudo o que diz respeito ao restaurante em que trabalha. Como por exemplo conhecer a missão, a visão e os valores da empresa, a história do empreendimento e seus objetivos, o organograma de funcionamento e saber sobre todos os produtos e serviços oferecidos.

Faça um pequeno programa de capacitação com os seguintes itens:

Conhecendo a empresa;

Tipo de restaurante;

Tipo de serviço oferecido;

Perfil dos clientes;

Horários de funcionamento;

Técnicas de serviço;

Cuidados com a higiene e apresentação pessoal.

Consumo de alimentos fora dos domicílios aumenta

Pães e biscoitos fazem parte da preferência dos brasileiros ao comer fora

Estudo do CNA aponta que jovens entre 20 e 29 anos são os que mais comem fora de casa

Um estudo encomendando pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária – CNA, para apurar os hábitos alimentares da população descobriu que aproximadamente 9% dos entrevistados comem fora pelo menos duas vezes por mês. Os jovens de 20 a 29 anos são os que mais vezes comeram fora durante o mês. De acordo com a pesquisa, 25% dos entrevistados procuram lanches e salgadinhos, enquanto apenas 4% procuram se alimentar de fruta quando estão fora de casa. 

A pesquisa comprova o que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE em sua Pesquisa de Orçamento Familiar – POF 2008-2009 apontou. O consumo de salgados fritos e assados é 53,2% maior fora de casa do que o consumido nas residências. O consumo fora do domicilio é maior por homens, exceto para pão integral, biscoito doce, produtos diet (pães, bolos e biscoitos), chocolates, sorvetes e salgadinhos industrializados.

O consumo de batata frita fora da residência foi muito maior na Região Nordeste, com mais de 70% do consumo. Os consumidores do Centro-Oeste optaram por comer mais massas fora de casa do que as outras regiões. Os habitantes da região Sul comem mais pães, bolos e biscoitos diet/light fora de suas residências do que as demais regiões. 

Bebidas

Os brasileiros também têm preferência de consumir bebidas fora de suas residências. 63% da cerveja; 44% dos refrigerantes diet ou light; 39,9% dos refrigerantes e 44% das bebidas destiladas são consumidas em bares, restaurantes, padarias e afins.